sobre
Sem ar é um acervo público de duas partes que se explicam uma pela outra: uma linha do tempo documentada da crise sanitária da covid-19 no Brasil e os depoimentos, em áudio e vídeo, de vítimas e de familiares de vítimas.
O nome é literal duas vezes. Faltou ar a quem adoeceu, e faltou ar nos cilindros de Manaus em janeiro de 2021, quando hospitais de uma capital brasileira ficaram sem oxigênio e pessoas morreram asfixiadas em leito, com a família do lado de fora. Oxigênio não é remédio em falta no mundo: é logística. Faltar oxigênio é uma decisão que se toma antes, por omissão.
por que uma linha do tempo
Porque a sequência é o argumento. Nenhum fato isolado desta lista prova grande coisa; é a ordem dos fatos — a oferta de vacina em agosto, a resposta em março, o colapso em janeiro, entre eles — que mostra que havia escolha, que ela foi informada e que foi feita. Uma linha do tempo é a forma mais difícil de contestar e a mais fácil de conferir: cada linha tem data e fonte, e qualquer leitor pode ir ver.
por que os depoimentos
Porque 600 mil é um número que ninguém consegue sentir. A estatística organiza, mas é o relato que devolve a escala humana: uma pessoa, um nome, um telefone que tocou de madrugada. O acervo existe para que esse relato fique disponível — citável, legível, com transcrição — quando a memória da pandemia começar a ser disputada.
o que este site não é
- Não é fonte de orientação médica.
- Não é processo: não condena ninguém e diz sempre em que estágio está cada apuração.
- Não é um ataque a profissional de saúde, a agente público de ponta nem a quem decidiu sob a informação que tinha. O que está em exame são decisões federais, documentadas, de quem tinha competência e informação para decidir de outro modo.
independência
Este site é inteiramente independente. Não recebeu, não recebe e não receberá qualquer valor de pessoas, empresas, instituições, governos ou partidos. Não tem publicidade, não tem patrocínio, não vende nada e não pede nada. É feito por trabalho voluntário, e a única coisa que custa dinheiro — a hospedagem dos arquivos — sai do bolso de quem o mantém.
Ele existe em memória dos mortos, das famílias que ficaram e dos profissionais de saúde que atenderam na linha de frente da maior tragédia sanitária da história do Brasil. Não há outra razão para ele existir, e não há nada a ganhar com isso.
Essa independência é o que permite ao acervo dizer o que diz. Por isso ela está escrita aqui, e por isso cada afirmação da linha do tempo leva a sua fonte, que qualquer pessoa pode conferir a qualquer momento.
quem responde
O sem ar é uma realização da Vigília. Responsável editorial: Vigília. Contato:contato@vigilia.co. Erros de fato se corrigem pelo caminho descrito emmetodologia.