participe
Se você perdeu alguém para a covid-19, sobreviveu à doença ou trabalhou atendendo durante a pandemia no Brasil, seu depoimento tem lugar aqui. Você escolhe o que contar, em que formato e sob que nome — inclusive sem nome nenhum.
como funciona
- Você escreve paracontato@vigilia.codizendo apenas que quer depor. Não mande documento, laudo nem foto nesse primeiro contato.
- Combinamos a gravação — por chamada de vídeo, por áudio gravado no seu celular ou pessoalmente, quando for possível. Não há tempo mínimo nem máximo, e nada precisa ser dito de uma vez.
- Você lê a transcrição antes de publicarmos. Pode cortar, corrigir nome e data, pedir que um trecho saia.
- Só então assinamos o termo de consentimento, que diz o que vai ao ar: a gravação inteira, só trechos ou só a transcrição.
o que você decide
- Se o seu nome aparece, e se o nome de quem morreu aparece.
- Se o material vai ao ar como vídeo, como áudio ou só como texto.
- Se podemos ligar o seu depoimento a um evento da linha do tempo — a um hospital sem oxigênio, a uma data de fila de vacina.
- Se quer tirar o depoimento do ar. Esse direito é incondicional e não tem prazo: você pede, a gente tira, sem justificativa e sem perguntas. É o único ponto do termo que não se negocia.
o que não publicamos
- Documento de identidade, CPF, endereço, telefone, número de cartão do SUS.
- Prontuário, laudo ou atestado, a não ser que a família autorize por escrito o trecho específico e ele seja necessário ao relato.
- Imagem de pessoa morta, de corpo em leito ou de vala, mesmo quando nos é oferecida.
- Acusação a profissional de saúde nomeado. O alvo deste acervo é a decisão de governo, não quem estava no plantão.
cuidado com quem depõe
Contar isso dói, e a entrevista para quando você quiser. Ninguém é pressionado a descrever a morte, a detalhar sintoma ou a dar número de leito. Se preferir, a conversa pode acontecer com alguém de sua confiança ao lado. Nenhuma pergunta nossa cobra explicação de escolha feita naquele momento — quem estava lá não tinha as informações que hoje existem.
e se eu quiser contribuir de outro jeito
O acervo também precisa de ajuda na conferência de fontes, na transcrição de gravações, na legendagem dos vídeos e na localização de documentos oficiais. Escreva paracontato@vigilia.co dizendo com o que pode ajudar.