“Quantas vacinas no braço do povo a CPI botou?”
Em pronunciamento no plenário do Senado, o senador Flávio Bolsonaro chama os trabalhos da CPI da Pandemia de “show de horrores”, acusa o relator de usar a comissão contra si e questiona a utilidade da investigação. O discurso é de duas semanas depois da denúncia da Covaxin e de três meses antes do relatório final.
“Quantas vacinas no braço do povo a CPI botou? O que a CPI tem feito para ajudar o Brasil a sair dessa crise? Quantos empregos a CPI salvou? Está sendo uma vergonha para a população.”
O discurso foi feito em desagravo às Forças Armadas, depois de nota do Ministério da Defesa reagindo a declaração do presidente da CPI, senador Omar Aziz, sobre militares investigados na comissão. Dele vem a acusação de que o relator conduzia a investigação como “fishing expedition” e de que a comissão quebrava sigilos sem critério.
O registro entra nesta linha do tempo pelo que a fala documenta, não pelo que ela afirma: em julho de 2021, com o país já além das 500 mil mortes, a investigação parlamentar sobre a condução federal da pandemia era contestada no próprio plenário como inútil e vexatória. Três meses depois, a comissão aprovaria relatório pedindo o indiciamento de 78 pessoas e duas empresas.
A classificação deste evento é declaração pública, não omissão: quem fala é parlamentar, sem competência executiva sobre as medidas sanitárias em questão. O que se registra é a posição, com data e fonte, para quem for reconstituir como a apuração foi recebida enquanto acontecia.
fontes
- documento oficial7 de julho de 2021
Pronunciamento do senador Flávio Bolsonaro no plenário do Senado Federal — texto integral · Senado Federal
“O que a gente tem visto na CPI, infelizmente, tem manchado o nome do Senado de uma forma difícil de, depois, nós recuperarmos. É um show de horrores, uma desumanidade com as pessoas que se sentam àquela Comissão para depor.”
- documento oficial
Página oficial da CPI da Pandemia — relatórios, atas e documentos · Senado Federal