A primeira dose aplicada no Brasil
Reunida em sessão extraordinária num domingo, a diretoria colegiada da Anvisa aprova por unanimidade a autorização temporária de uso emergencial da CoronaVac, do Butantan, e da Covishield, produzida pelo Serum Institute of India e distribuída pela Fiocruz. Minutos depois, a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, é vacinada em São Paulo. O país começa a vacinar quase um mês depois do Reino Unido e de vizinhos sul-americanos.
Os pedidos haviam sido protocolados em 8 de janeiro. A reunião durou cerca de cinco horas, com parecer favorável das áreas técnicas e voto da relatora, a diretora Meiruze Freitas, acompanhado por todo o colegiado. A Anvisa publicou os votos, o relatório e as apresentações da sessão — é a fonte a consultar para conferir cada condição imposta.
A autorização da CoronaVac ficou condicionada à assinatura de termo de compromisso, publicado no Diário Oficial, e à entrega de estudos de imunogenicidade pelo Butantan. A autorização vale enquanto o Ministério da Saúde reconhecer a situação de emergência.
A decisão saiu sob a pressão do avanço da segunda onda e do colapso de Manaus, que acontecia naquela mesma semana. As primeiras doses disponíveis vinham do Instituto Butantan — da vacina que o governo federal havia anunciado, três meses antes, que não compraria.
Mônica Calazans é enfermeira da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e havia participado dos ensaios clínicos da CoronaVac no fim de 2020. Recebeu a segunda dose em 12 de fevereiro de 2021.
fontes
- documento oficial17 de janeiro de 2021
Anvisa aprova por unanimidade uso emergencial das vacinas · Anvisa — Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- documento oficial17 de janeiro de 2021
Uso emergencial: confira votos, relatório e apresentações da reunião extraordinária da Dicol · Anvisa — Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- imprensa17 de janeiro de 2021
Por unanimidade, Anvisa aprova uso emergencial de vacinas contra covid · Agência Brasil